Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa, mas a causa da morte não foi divulgada. Mais cedo, o ex-atleta chegou a ser atendido após passar mal no Hospital e Maternidade Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP).
Ídolo incontestável do esporte, Oscar construiu uma carreira marcante ao longo de 29 anos, iniciada ainda na juventude, no Palmeiras. Conhecido como “Mão Santa” pela precisão nos arremessos, ele se tornou o maior cestinha da história do basquete, acumulando impressionantes 49.737 pontos, entre atuações por clubes e pela seleção brasileira.
Um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória foi a histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos, em 1987, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, quando foi protagonista na conquista do título.
Oscar também fez história ao disputar cinco edições dos Jogos Olímpicos (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996), consolidando seu nome entre os grandes do esporte. Seu talento e relevância internacional lhe renderam um lugar no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol (Fiba).
Fora das quadras, enfrentou por anos um tumor cerebral, passando por cirurgias e tratamentos intensivos. Após mais de uma década de luta, chegou a anunciar a cura da doença, tornando-se símbolo de superação.
Após encerrar a carreira, atuou como empresário e palestrante, sempre destacando valores como família, fé e amor ao país.
Em nota, a equipe de Oscar destacou sua coragem, generosidade e o legado que ultrapassa o esporte, inspirando gerações. A despedida será reservada à família, que pediu respeito e privacidade neste momento.
Oscar Schmidt deixa uma história grandiosa e um impacto eterno no esporte brasileiro e mundial.