Anvisa atualiza vacinas contra a covid-19 para acompanhar novas variantes do vírus
Nova regra determina que imunizantes passem a proteger contra a variante LP.8.1; doses produzidas antes da mudança poderão ser utilizadas por até nove meses
Por Luiza Ferreira Ferraz
Publicado em 10/07/2026 16:06
Saúde
Foto: Reprodução/Canva

As vacinas contra a covid-19 utilizadas no Brasil passarão a ser produzidas com uma composição atualizada para oferecer proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus em circulação. A mudança foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que publicou nesta quinta-feira (9) uma instrução normativa com novas regras para os imunizantes.

Pelas novas diretrizes, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para estimular resposta imunológica contra uma única linhagem do vírus SARS-CoV-2. A Anvisa definiu a variante LP.8.1 como referência preferencial para a formulação das novas doses.

A norma também autoriza o uso de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que os fabricantes comprovem que elas são capazes de produzir uma resposta ampla e eficaz na formação de anticorpos.

A mudança acompanha a evolução das variantes do coronavírus em circulação. Com isso, a composição das vacinas passa a ser ajustada para acompanhar as linhagens mais recentes do vírus, buscando preservar a proteção oferecida pelos imunizantes.

As vacinas registradas e produzidas antes da publicação da norma, assim como as doses que já foram distribuídas no país, ainda poderão ser utilizadas por até nove meses. Após esse período, esses imunizantes deixarão de ser autorizados para uso.

A atualização foi aprovada durante reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa e oficializada por meio de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União. Durante a discussão, a agência destacou que registros recentes de casos de síndrome gripal associados à covid-19 reforçam a necessidade de manter a estratégia de vacinação atualizada diante das variantes que continuam circulando no país.

 

Por Luiza Ferraz

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